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O futuro da Advocacia: rir ou chorar? - Artigo do Dr. Davanzo no Jornal Atuação

O futuro da Advocacia: rir ou chorar? - Artigo de autoria do Dr. Davanzo, publicado pelo JORNAL ATUAÇÃO, na edição especial em homenagem ao 11 de Agosto - Dia do Advogado.

O futuro da Advocacia: rir ou chorar? - Artigo do Dr. Davanzo no Jornal Atuação“... o FUTURO é uma astronave que tentamos pilotar, não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar, sem pedir licença, muda a nossa vida e depois convida rir ou chorar...”, no início dos anos 80 a música AQUARELA, composta por Toquinho fazia sucesso nas rádios do Brasil e do mundo.

 

Naquela época as publicações eram físicas e dependíamos de receber os recortes para acompanhar os andamentos processuais, as petições eram datilografadas em máquina de escrever manuais, substituídas por elétricas e eletrônicas posteriormente. Com o advento do computador e da internet, uma verdadeira revolução ocorreu no dia a dia do nosso sagrado exercício profissional, fazendo com que o(a) advogado(a) tivesse que se reinventar, pois, passado o impacto inicial que as mudanças de paradigmas causam, inegavelmente, estas trouxeram uma otimização de tempo e alocação de recursos, que evoluiu para o atual cenário do processo digital.

Como temos visto, as inovações não pararam e não pararão por aí e, cada vez mais, além da atualização tecnológica, o profissional também deverá atentar-se para as mudanças no ofício da advocacia. Embora muitas pessoas queixam-se do nosso vernáculo, este deverá agregar novas palavras que até então não faziam sentido no “mundo jurídico”, mas que atualmente são divisores de água na profissão: Inteligência artificial, advogado-robô, networking, co-working, marketing de conteúdo, logomarca entre outros.

Ou seja, não adianta lamentarmos a grande quantidade de faculdades e universidades com curso de direito, nem tampouco reclamarmos dos Juizados Especiais de Pequenas Causas, ou murmurarmos quanto as mais recentes alterações que permitem que os Cartórios façam boa parte dos divórcios e inventários, quanto ao CEJUSC, a Defensoria Pública e a reforma trabalhista. Da mesma forma, não devemos nos desesperar com o receio de que os robôs tomarão o nosso lugar, pois isso nunca ocorrerá, já que esses executarão aquilo que pensarmos.

Em verdade, o(a) advogado(a) deve reconhecer e adaptar-se às novas tecnologias, fazendo com que essas executem tarefas burocráticas e operacionais e lhe sobre mais tempo para “pensar o negócio”, para sem afrontar o nosso Código de Ética, criar estratégicas de marketing jurídico, conquistar clientes e, principalmente, aprimorar-se profissionalmente. Nesse passo, o que temos vistos é que as grandes estruturas têm perdido terreno para os chamados espaços “co-working”, onde profissionais de diversas áreas dividem o mesmo local, gerando um duplo ganho, a redução de despesas e, principalmente, o “networking” que esse modelo propicia, oportunizando novos trabalhos.

Ou seja, o tempo é o maior inimigo do ser humano e é forçoso reconhecer que estas novas tecnologias estão vindo para nos auxiliar nas tarefas do dia a dia, tais como substituir o bom a e velho arquivo de aço por uma eficiente gestão de documentos na “nuvem”, que atualmente podem ser acessados e controlados de qualquer lugar, através de smartphones, tablets e notebooks. Neste passo, novas áreas do direito surgem em cada instante, que carecem de bons e qualificados profissionais, em detrimento daquelas já conhecidas e saturadas.

É o que ocorre com a Conciliação e Arbitragem, Direito Digital, Penal Tributário, Direito Médico, Direito Ambiental e Eleitoral entre outros. Portanto, é necessário tirarmos o viés negativo ocasionado pelas transformações. Ademais, como defensores da justiça, da cidadania e do estado democrático de direito, precisamos estar unidos e fortes para reagirmos imediatamente contra o que podemos alterar, ou para mais rapidamente nos adequarmos ao inevitável, pois, quem ainda não se atentou a isso, poderá sucumbir ou na melhor das hipóteses sentirá um pouco mais os impactos das mudanças que, sem pedir licença, nos convidam rir ou chorar. Depende de nós!

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